segunda-feira, maio 29, 2006

The Da Vinci Code



Olá caríssimos!
Venho hoje falar de um filme que está mexendo com muitos. Sim, este blogueiro foi assistir ao blockbuster do homônimo best seller "O Código da Vinci"!
Confesso que fui assistí-lo com uma pré disposição a não gostar do mesmo. Claro, devido à minha formação religiosa e tudo mais, seria inadmissível que eu aceitasse, ou pior, que gostasse do filme! Porém, a bem da verdade, antes mesmo de ver o filme, o elenco já me fez esperar algo bom: Tom Hanks, Audrey Tatou, Jean Reno, Ian McKellen, Alfred Molina... direção de Ron Howard e talz... enfim, nem tudo estaria perdido. Poderia ainda falar que o elenco era bom, mas que o filme não era tudo isso...
Ao começar o filme comecei a me interessar, afinal, o filme tem quase 3 horas de duração! Mas, sinceramente, não precisei de muito tempo para começar a gostar da película. Confesso que fiquei com vontade de ler o livro.
O que mais me chamou a atenção foi a postura do protagonista (Robert Langdon = Tom Hanks), que é quase contrária - notem que eu disse "quase" - ao que é apresentado como verdade. Ele é um estudioso de símbolos e conhece toda a estória que envolve a polêmica. Mas, no geral, o filme se revelou como uma boa opção de lazer para o fim de semana.
Penso que o único erro de "O Código da Vinci" foi ainda no livro: Dan Brown o vendeu como fato, e não como ficção. Ele apenas juntou em seu romance algumas correntes teóricas já existentes há muuuito tempo e encaixou numa perseguição pelo Santo Graal. O detalhe é que nenhuma dessas teorias é comprovada, não passando, portanto, de teses hipotéticas. Mas não vou me delongar aqui pelas teorias descorridas pela obra.
Enfim, caríssimos, recomendo que assistam ao filme e tirem suas próprias conclusões! Abraços!

segunda-feira, maio 15, 2006

Estamos em guerra?

O que é isso? O que está havendo? Gente, houve uma inversão de autoridades aí, não? São dezenas de policiais mortos, centenas de policiais assustados; um governo que demorou a acreditar que a violência vinha crescendo e se fortificando de maneira homérica. O Rio de Janeiro não bastava, era preciso que chegasse a São Paulo. Não, não estou dizendo que São Paulo era o paraíso da tranqüilidade, mas não estava em guerra civil declarada.

É deprimente.

Como disse Alexandre Garcia hoje pela manhã: há muito vivemos encarcerados dentro de nossas casas; há muito as armas e as drogas entram pelas fronteiras abertas do nosso país; há muito diz-se não haver dinheiro para investir em segurança e em educação, mas há, para abastecer sangue-sugas e mensaleiros.

E é bem isso.

Não sei o que dizer, sei que estou muito triste e nervoso com isso. Um bombeiro - é, aquele que salva as pessoas - foi assasinado. Desculpe-me o caro leitor, mas não serei nada humanista, nada católico em relação a isso. Ontem a CNBB divulgou uma nota dizendo que devem ser tomadas medidas pra controlar essa ação e que elas não devem ser violentas. Que Deus me perdoe, mas acho que já passou do limite pra sermos calminhos e ouvir as bobagens dos direitos humanos. Medidas drásticas devem ser tomadas. Meu medo é que realmente inocentes paguem, mas... as coisas estão críticas, meus amigos, muito críticas...

Abraços

terça-feira, maio 09, 2006

Da vinda do Lama ao Brasil

Dalai Lama é um sujeitinho amigável, simpático e calmo. Prega que a pessoa deve pensar muito antes de mudar de religião, pois o budismo enfrentou problemas com recém convertidos cuja raiz ocidental de cultura falou mais alto. Escreve best-sellers de auto-ajuda para executivos, cobra R$ 120,00 por pessoa para uma palestra no Brasil, e, repito, fala do problema da "raiz ocidental" para o verdadeiro budista.
O budismo teve uma expansão no Ocidente porque, além de ter sido deveras alardeado pela mídia, não possui uma visão cosmogônica que seja negada pela ciência moderna. E óbvio, o budismo tem o Dalai Lama. Assim, o executivo moderno, sem tempo para essa futilidade que chamamos de religião, pode comprar um livro e assistir a uma palestra para se religar com o divino. Tudo muito limpinho e prático, descartável, bem ao gosto ocidental.
O crescimento do budismo, como religião, e da China, como país, representa, no mínimo, uma quebra da ideologia ocidental no terreno em que o Ocidente sempre prosperou: mídia e economia. O que será do lado oeste do mundo é uma pergunta que, desde o onze de setembro, continua válida. Dalai Lama é a face pacífica da moeda cuja outra face é Bin Laden. Ambas sorriem nos demonstrando que, ou nos reformamos, ou, na ordem mundial globalizada, o papel do Ocidente pode ser bem menor do que se imaginava.

segunda-feira, maio 01, 2006

Vidas Secas (Revisited)

Olá a todos! Segue pequeno poema escrito em um momento de revolta com alguns representantes da nossa querida raça humana... seres que pensam ser mmelhores do que outros. Abraços!

Como um robô,
Vives sem viver.
Segues por um caminho
Que não consegues ver.

Pensas no futuro. Sempre.
Como tudo será bom, lindo e bonito!
E quando alcanças esse futuro,
Decepção: não é como o projetastes, ó mito!

Com certeza, algum de teus engenheiros
Errou no cálculo de tua felicidade.
Sua culpa? Nunca! Erro dele,
Que não trabalhou com fidelidade.

Porém tu é quem paga a ti mesmo
Pelos teus próprios erros, estúpido!
Por acaso a culpa, nos outros,
Cai melhor do que em ti, de súbito?

Acorda, lenda viva da raça humana!
És importante pra alguém, além de ti?
Não te enobreças por tão pouco:
Nunca pensastes em ninguém, além de si!

Se te achas tão nobre e importante
Por quê não te lanças aos porcos?
Lembra-te que as homenagens póstumas
Só são dadas àqueles que já estão mortos

Esqueças teu passado desgostoso;
Vivas apenas teu presente desastroso;
E, assim, construirás um futuro permanente,
No qual viverás um terror infinitamente...

F²G