segunda-feira, agosto 14, 2006

Dia Dos Pais


Pois é, fino leitor, esse dia dos pais teve um quê de diferente, você não achou? Bom, pra mim foi um pouquinho diferente. Como nos outros anos, pais foram presenteados, homenageados e vangloriados. Porém, nesse ano não foram anotadas gigantescas filas em restaurantes da cidade e talz. Existiam as filas sim, claro, mas não como antes. Reflexos, talvez, das promessas de um grupo já nosso conhecido que ultimamente vem pululando as manchetes dos jornais paulistas. É isso aí, meus amigos, o PCC pode ter estragado o feriado não só dos pais que queriam comemorar, como também de outros pais que queriam ficar tranquilos em suas casas, e de outros cidadãos que nem pais são!
Esse blogueiro que agora vos escreve estava decidido a levar seu querido pai a passear e conhecer um novo integrante da família, um bebezinho recém-nascido, filho de uma prima. Assustado com o jornalismo da sexta, que noticiou que esse grupo faria ataques no fim de semana, decidimos ficar em casa. O engraçado (?) é que alguns deles foram soltos pelo tal do "induto" de dia dos pais, para passarem o feriado ao lado dos seus respectivos progenitores. Agora, o engraçado mesmo, é que os pais de alguns liberados já morreram há longos anos... um até foi vítima do próprio filho!
Na sexta, um amigo comentava: "putz... mó mancada. Tava no trem hoje e um cara tava comentando sobre o induto, daí emendou essa: 'Porra, eu não sou bandido e não vou passar o dia dos pais com meu pai: eu vou ter de ir trabalhar. Isso é justo?" Daí eu me pergunto: é justo isso?
Ultimamente fui tomado por um sentimento de paternidade incrível! Não sei porquê, de verdade, mas tive notícias de muitos recém-nascidos ultimamente, talvez seja isto. Acho que 4, na verdade: Pedrinho; o filho da minha prima; o filho do Denílson; o filho da Jane (esse eu segurei nos braços!). Acho que isso despertou em mim um quê de preocupação com o mundo que está sendo deixado para as gerações futuras, para os filhos dos pais atuais...não somente com relação à segurança, mas também com a natureza e com os valores humanos... logo eu, que tenho uma vontade incomensurável de ser pai e babar nos filhotes e chorar e rir com eles, fico agora na dúvida: será que vale a pena dar ao mundo um rebento meu? Eu ainda acho que sim, pois esse rebento ´pode ser uma semente, ou mesmo um fruto da mudança...
Abraços!